Mapeamento de Redes de Organizações da Sociedade Civil em Angola: Octubre 2009

1ro de marzo de 2013

Existem algumas fontes de informação sobre as organizações da sociedade civil em Angola, pelo menos as ONGs, mas não há nenhuma sobre as redes de organizações (RdOs). É esta lacuna que o PAANE pretendeu preencher através deste mapeamento.

No entanto, o objectivo não foi de localizar de maneira exaustiva todas as redes existentes em Angola, mas sim de fazer um estudo tanto qualitativo como quantitativo, que permita perceber a amplitude, as características e as potencialidades do fenómeno no país. De facto, há cada vez mais redes em Angola, formais ou informais, e pretendeu-se identificar como são articuladas e o que pode ser feito para reforçar a sua capacidade e ampliar a visibilidade das suas acções.

Para atingir esses objectivos, foi realizado um inquérito junto de 66 redes, das quais sete foram depois retiradas do trabalho de contagem estatística por serem redes de indivíduos e não de organizações. Assim, os dados apresentados neste estudo foram calculados sobre um total de 59 redes, sedeadas em dez províncias do país. Quase metade das redes entrevistadas estão sedeadas em Luanda, onde podem ser observadas dinâmicas diferentes das outras províncias (ver capítulo 5.2). Doze são de âmbito nacional, incluindo dez baseadas em Luanda e duas na Huíla.

Depois de Luanda, Huambo e Huíla são as províncias com mais redes, i.e. sete cada. Benguela devia fazer parte deste grupo intermediário, já que pelo menos dez redes foram encontradas lá, mas infelizmente, apenas três inquéritos foram retornados. Dois outros grupos podem ser identificados: um com as províncias de Malanje, Kwanza-Sule Uíje contando respectivamente com quatro, três e três redes, e um último com as províncias de Cuando-Cubango com duas redes e Bié e Cunene com uma rede cada.

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